necessĂ¡rio:
· chave de niples
· o prĂ³prio quadro ou garfo
· paciĂªncia e atenĂ§Ă£o
Alinhar um aro Ă© uma arte. Resolver um desalinhamento acidental Ă© uma necessidade. A dica apresentada aqui serve apenas para que vocĂª tenha a possibilidade de voltar para casa pedalando, e nĂ£o para fazer um alinhamento perfeito.
primeiro passo: descobrir o tamanho do estrago:
· gire a roda para verificar onde estĂ¡ torta;
· use uma das sapatas do freio como referĂªncia;
· marque a Ă¡rea onde o aro estĂ¡ mais torto, prendendo pequenos pedaços de papel nos raios;
segundo passo: preparar a bicicleta para o conserto:
· vire a bicicleta de ponta-cabeça apoiando o guidĂ£o de maneira a nĂ£o prejudicar os passadores ou alavancas de cĂ¢mbio;
· use uma sapata de freio como referĂªncia para centrar o aro;
· muito importante: gire a roda para buscar em qual ponto ela ainda estĂ¡ centrada - faça uma marca nesta posiĂ§Ă£o;
· veja qual Ă© a folga que hĂ¡ entre o ponto do aro que ainda estĂ¡ centrado e a sapata. Esta serĂ¡ sua referĂªncia para todo o trabalho;
terceiro passo: estudando o que vai fazer
· pegue um raio qualquer da Ă¡rea que ainda centrada, e posicione-o entre as sapatas de freio;
· use uma chave de niple ou, na falta desta, uma pequena chave inglesa;
Nota: a chave de niple tem vĂ¡rias medidas e sempre deve ser usada somente a que se encaixa sem folga no niple;
· com a chave de niple, gire o niple uma volta no sentido horĂ¡rio, prestando atenĂ§Ă£o para que lado o aro se movimenta, se ele se aproxima ou se afasta da sapata de freio. Gire o niple no sentido anti-horĂ¡rio (uma volta) para retornar Ă posiĂ§Ă£o original;
· repita esta operaĂ§Ă£o no raio seguinte, que fica do outro lado do aro, para entender o que irĂ¡ acontecer quando o raio de um lado ou do outro forem trabalhados;
raios, niples e tensĂ£o: breve explicaĂ§Ă£o
Pegue uma roda dianteira - que nĂ£o esteja muito boa - para praticar (brincar) um pouco.
Aviso: NĂ£o saia na rua com uma roda que vocĂª estĂ¡ usando para aprender centrar. Depois desse treino, leve-a para uma centragem correta numa bicicletaria de confiança. Aproveite e observe o trabalho do mecĂ¢nico.
descobrindo a roda
· olhe com atenĂ§Ă£o a roda;
· rodas convencionais sĂ£o montadas com nĂºmeros pares de raios: 36, 32, 28,...
· rodas normalmente sĂ£o montadas com conjuntos de pares de raios, que se apĂ³iam um contra o outro no ponto de cruzamento e assim distribuem melhor as suas tensões;
· o par de raios Ă© composto por um interno e outro externo. Recebem este nome por causa da posiĂ§Ă£o em que sĂ£o acomodados no cubo;
· o que acontece num ponto do aro tem efeito colateral em toda a roda. Faça uma experiĂªncia: aperte dois raios paralelos com os dedos, um contra o outro, e veja o que acontece com a roda.
a roda, os raios e a tensĂ£o dos niples:
· a estabilidade da roda depende da correta distribuiĂ§Ă£o da tensĂ£o entre todos raios;
· hĂ¡ uma tensĂ£o correta para os raios: pouca tensĂ£o - e a roda entorta; tensĂ£o em demasia - e a roda perde a flexibilidade e pode estourar;
· se o ideal Ă© que todos raios tenham exatamente a mesma tensĂ£o, isso nem sempre Ă© possĂvel, por causa das diferenças existentes na construĂ§Ă£o do aro. Exemplo: na junĂ§Ă£o do aro sempre haverĂ¡ uma diferença de tensĂ£o dos raios ou o aro nĂ£o centra;
· depois de um certo tempo de uso o aro normalmente sofre algumas deformações, e isso torna necessĂ¡rio que, para se alcançar a centragem, a tensĂ£o dos niples tenha alguma variaĂ§Ă£o;
· a mudança de tensĂ£o de um raio Ă© feita por meio do aperto ou soltura de seu niple;
· a mudança de tensĂ£o de um raio afeta mais diretamente os raios que estĂ£o prĂ³ximos a ele, e indiretamente, toda a roda;
· pense sempre na roda como um conjunto de raios; nunca tente centrar uma roda trabalhando apenas a tensĂ£o de um ou dois raios
· se, por alguma razĂ£o, um raio necessita de mais pressĂ£o e o niple chegou ao seu limite, trabalhe os niples do mesmo lado que estejam prĂ³ximos, distribuindo assim a pressĂ£o entre os raios paralelos.
trabalhando os niples
· nunca gire o niple mais de uma volta por vez;
· preste atenĂ§Ă£o e memorize para onde estĂ¡ girando aquele niple;
· grandes diferenças sĂ£o trabalhadas com uma volta de niple por vez;
· diferenças mĂ©dias com meia volta de niple;
· sutilezas com ¼ ou 1/8 de volta.
o que acontece quando:
· apertar um niple traz o aro para o lado onde ele estĂ¡, e para o centro da roda;
· soltar um niple leva o aro para o lado contrĂ¡rio de onde ele estĂ¡, e para fora do centro da roda;
· apertar uma volta o niple de um lado da roda, e soltar uma volta o niple seguinte que estĂ¡ do outro lado da roda, traz o aro para o lado do niple que foi apertado, sem mudar o centro da roda;
· apertar uma volta os niples dos dois lados da roda ao mesmo tempo, traz o aro para o centro da roda, sem afetar o alinhamento lateral;
· soltar uma volta os niples dos dois lados da roda ao mesmo tempo, leva o aro para fora do centro da roda sem afetar o alinhamento lateral;
· num par de raios, quando vocĂª solta um raio, estĂ¡ automaticamente diminuindo um pouco a tensĂ£o do outro. Quando vocĂª aperta um, o outro fica mais tenso;
· para levar todo aro para um determinado lado, aumente a tensĂ£o (meia volta em cada niple) de todos raios desse lado e, ao mesmo tempo, diminua (meia volta em cada niple) a tensĂ£o de todos raios do outro lado da roda;
· se o aro tem um calombo, aperte os niples dos dois lados da Ă¡rea;
· se o aro afundou, solte um pouco os niples dos dois lados da Ă¡rea;
· repetindo: o ideal Ă© que a tensĂ£o esteja distribuĂda por igual entre o maior nĂºmero de raios possĂvel.
Evite a insistĂªncia em corrigir demais o aro. As dicas dadas aqui sĂ£o somente para fazer com que o aro chegue rodando atĂ© em casa.
centrando uma roda
· centrar a roda Ă© um trabalho que necessita de calma e observaĂ§Ă£o;
· use sĂ³ uma sapata do freio como referĂªncia;
· no primeiro momento, trabalhe a roda girando-a num Ăºnico sentido;
· observe a roda e tenha claro quais os niples que terĂ£o que ser apertados e quais os que terĂ£o que ser soltos;
· gire com calma a roda, observando o local do desalinhamento em relaĂ§Ă£o Ă sapata de freio, e sĂ³ entĂ£o estabeleça um plano de trabalho;
· descubra porque o aro desalinhou: veja as tensões, se hĂ¡ algum raio quebrado, uma deformidade no aro causada por pancada;
· caso haja uma deformidade causada por batida, tente recuperar o alinhamento da lateral do aro com uma pequena chave inglesa antes de centrar a roda;
· trabalhe uma Ă¡rea da roda por vez;
· depois de trabalhar um pouco numa Ă¡rea, pare, marque onde foi trabalhado, gire a roda para ver o que aconteceu e qual serĂ¡ o prĂ³ximo passo;
· a roda estĂ¡ quase centrada, comece a trabalhar a centralizaĂ§Ă£o girando a roda no sentido contrĂ¡rio.
ajuste fino
· quanto mais a roda estiver centrada, menor deve ser o aperto ou soltura nos niples;
· o ajuste fino deve ser dado com ¼ de volta, ou atĂ© com 1/8 de volta no niple;
· conforme a roda vai ficando centrada, Ă© necessĂ¡rio tensionar os raios apertando todos os pares de raios paralelos com a mĂ£o. Faça isso nos dois lados da roda;
· no momento do ajuste fino, trabalhe a roda girando num sentido (uma volta), e entĂ£o, inverta o sentido de giro para outra etapa de ajuste;
· nĂ£o queira deixar a roda perfeita, porque isto demanda muita prĂ¡tica.


1 ComentĂ¡rios
como sei que o aro esta torto
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